Por quê? Ora, porque ontem comemorou-se o aniversário da minha cidade, Pompéia, na região oeste do estado de São Paulo, onde nasci e onde vivi até meus 20 anos de idade. Ontem, 17 de setembro, a cidade completou 83 anos. Isso quer dizer que, quando eu nasci, Pompéia tinha apenas 12 anos de vida.
Ela era muito diferente do que é agora. Não tinha indústrias, a maior parte das ruas era de terra, não tinha água encanada, nem esgoto. As estradas que a ela davam acesso eram todas de areia. O forte da economia era a agricultura, representada pelas plantações de café, algodão, amendoim e batata.
Senti saudade dos meus pais, do meu irmão e até do meu “irmão” Koiti Yoshimura, um sujeito sensacional, apenas um ano mais velho que eu, que morou só três anos na minha casa mas que, apesar disso, deixou marcas profundas na minha memória.
Saudade da piscina da Sociedade Recreativa, onde aprendi a nadar. Saudade do grupo escolar e do ginásio. Saudade da Rádio Difusora de Pompéia, onde dei os primeiros passos na minha carreira de radialista. Saudade dos colegas que tive na rádio: Cláudio Parisi, Habib Gantous, José Marques Beato, Waldecy, Cícero, Nelson, Eunice…
Passei todos os primeiros 20 anos de minha vida em Pompéia, e estou fora de lá há quase 51 anos. Muita coisa mudou, em mim e em Pompéia. Quando vou até lá, sinto-me um estranho, que ninguém conhece, de quem ninguém se lembra.
Eu não poderia viver mais em Pompéia. E, na verdade, a culpa não é da cidade, nem minha. A culpa é do tempo. Porque, no fundo, eu não tenho saudade dos lugares. Que me desculpem os amigos que ainda vivem e com quem ainda tenho contato, mas também não tenho saudade de como as pessoas eram naquela época. A saudade que sinto é daquele tempo, quando as coisas eram muito mais simples, quando eu tinha a vida toda pela frente e tudo era alegria.
Saudade eu tenho e sei que essa saudade não vai acabar nunca. Mas isso não me preocupa muito. Afinal, eu sei que o melhor ainda está por vir…
Oi querido amigo, eu também compartilho da saudade pela nossa Pompéia. Embora eu tenha saído de lá bem depois de você (1967)44 anos, hoje conheço bem poucos amigos do meu tempo. Tenho reencontrado parte deles nos almoços realizados a cada dois anos em são paulo, onde revejo alguns deles. Da cidade, ela está um pouco maior, com algumas construções mais modernas e com alguns benefícios.
ResponderExcluirMas infância e juventude não se esquece tão facilmente. todos sentimos essa saudade porque foram tempos de paz e sem violência. Um grande abraço.Olivia Pierina
Olá Ceschin, li e reli o seu blog e me emocionei com a citação à meu respeito; minha memória me fez voltar aos anos cinquenta , quando estávamos sempre juntos ,você e o seu falecido irmão Wanderley, indo ao matinê no cine Rosário , nadando na piscina do Recreativo ; Foi um período da minha vida que carrego nas minhas lembranças que não me esqueço. valeu meu irmão e um grande abraço.
ResponderExcluirSim, Ceschin,
ResponderExcluirA época da juventude é sempre muito interessante, ativa, movimentada, que, ao se envelhecer, traz muitas recordações, muita saudade.
Abraço do amigo João.