UMA BREVE REFLEXÃO

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Verdade, mentira, ou dor de cotovelo?

Meu pai gostava de motos e teve várias. Meu irmão gostava de motos e também teve. Eu gosto de motos e tive várias. Meu filho mais velho gosta de motos, já teve diversas e hoje tem uma linda Harley-Davidson 2010 preta.

Apesar de toda essa paixão por motos na família, eu deixei de ser motoqueiro. Vendi minha última moto há quatro anos e, para dizer a verdade, não tenho saudade dela. Acho que estou velho demais para isso e, depois de ter sido motoqueiro durante mais de 50 anos, resolvi que já era hora de parar.

Mas continuo gostando de motos, sou membro de um clube de motoqueiros e, de vez em quando, saio pelas estradas com um grupo de amigos. Eles todos vão de moto e eu os acompanho com minha picape Chevrolet 1954. Para mim é divertido ir com a picape que, para eles é conveniente, porque pode transportar na carroceria muita coisa que eles não podem levar nas motos. E a picape ainda pode ser útil caso alguma das motos deles tenha problema na estrada. É só colocar a moto na carroceria da velha picape e seguir em frente.

Motos

Numa recente viagem à Carolina do Norte, paramos para almoçar num restaurante e, como não podia deixar de ser, só se falava em motos. Não me lembro exatamente como o assunto começou mas, depois de algum tempo, eles estavam todos fazendo críticas e gozações contra as motos Harley-Davidson.

– Se você pretende comprar uma Harley, – disse um dos rapazes, – é melhor comprar uma carreta também, porque essa moto não agüenta viagens longas…

– Vamos fazer uma coisa, – disse outro. – Vamos contar quantas Harley nós encontramos na viagem, e quantas estão rodando. Aposto que a maior parte delas vai estar em cima de algum reboque…

A Harley-Davidson é uma das motos mais conhecidas no mundo. É bastante procurada, bem vendida, custa caro, e tem uma pá de concorrentes, principalmente as motos japonesas, alemãs e italianas. Mas, entre os motoqueiros que eu conheço, tem a fama de ser um péssimo produto. Dizem que as Harley quebram à toa, vibram demais e consomem mais gasolina do que muitos carros.

Não sei se é verdade. Uma coisa eu notei: todos os motoqueiros que vi fazendo comentários como esses, têm motos de outras marcas. Seria exagero? Ou dor de cotovelo?

Depois daquela parada no restaurante, resolvi observar o movimento na estrada. Foi uma longa viagem, de mais de 2.000 km (ida e volta), entre Miami e a cidade de Maggie Valley, na Carolina do Norte, que durou quatro dias. A região por onde andamos é bastante procurada pelos turistas e, como fica nas Montanhas Apalaches, atrai muitos motoqueiros.

Passamos por motos de todos os tipos e procedências. Muitas motos rodando, e muitas sendo transportadas sobre carretas ou nas carrocerias de camionetes. Por incrível que possa parecer, a maior parte das motos que vi fora da estrada, isto é, sobre carretas ou camionetes, era da marca Harley-Davidson… Coincidência? Talvez. Mas, toda vez que cruzávamos com uma delas, alguém fazia um comentário a respeito, pelo rádio que usamos para comunicação entre nós.

Eu gosto de motos e gosto das motos Harley-Davidson. Mas, se resolver comprar moto de novo, o que acho pouco provável, vou escolher outra marca, provavelmente alemã…

Motos2

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