UMA BREVE REFLEXÃO

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Também fui ao encontro.

Pompéia é uma cidadezinha que fica no oeste do estado de São Paulo. É pequena, porém decente. Foi lá que eu nasci, no meio de uma grande percentagem de imigrantes japoneses. A maior parte dos meus colegas de grupo escolar e ginásio tinha nomes nipônicos e falava japonês.

A influência japonesa foi tão grande na cidade que, ainda hoje, a maior indústria de lá, que emprega a maioria dos trabalhadores da cidade e de outros pontos da região e exporta seus produtos para o mundo inteiro, foi fundada por um imigrante japonês, que foi amigo de meu pai e com ele sofreu as dificuldades do início da história da cidade.

A influência japonesa foi tão grande na minha vida que acabei tendo um “irmão” nisei. Koiti resolveu deixar a família em Parapuã e foi morar na minha casa, por insistência dos meus pais. Viveu apenas três anos conosco, mas foram três anos tão intensos que, ainda hoje, eu o tenho dentro do meu coração ocupando um espaço do mesmo tamanho do espaço que ocupa meu irmão de sangue.

Koiti é uma figura singular, um homem cuja história me enche de orgulho, e que você pode conhecer, dedicando um tempo à leitura do blog dele, onde conta tudo, desde o começo e onde minha família ocupa um lugar de destaque. É o “Blog do Cabeça Brança”, que você pode ler clicando aqui. Leia e você vai entender por que eu gosto tanto do Koiti e por que tenho tanto orgulho de ser pompeiano.

Koiti me mandou ontem um relatório sobre o Encontro dos Amigos de Pompéia, que foi realizado no último domigo, dia 16 de outubro. Entre as coisas interessantes que me disse, encontrei esta frase: “cheguei lá antes do meio dia e quando saí as 19hs, ainda tinha vários grupos sentados conversando.” Prova de que, mais uma vez, o Encontro reuniu amigos que têm assunto para muitas e muitas horas.

Até de mim e de minha família eles conversaram. Eu estive no Encontro, em espírito, porque pensei muito neles todos, lembrei de pessoas e de acontecimentos do passado. Enquanto isso, eu estava presente nas conversas deles também. Obrigado, amigos!

Você que é do Rio de Janeiro e tem tanto orgulho de ser carioca, ou você, que nasceu ou morou em Marília e acha que aquela cidade é o centro do universo, ou você que é paulistano, e considera a paulicéia como a “maior do mundo”, contente-se com o que tem, mas saiba que não tem tudo. Eu conheço suas cidades, e conheço muitas e muitas outras, mais importantes, no mundo todo. Mas para mim, Pompéia é tudo. Não tem praias, mas tem os vales e as colinas mais lindas do mundo! Não cresceu muito, porque não tem para onde crescer, mas é gigantesca no meu coração. Ali estão minhas raíses, ali está o meu passado. No Encontro estão as suas melhores lembranças.

Um dia eu ainda vou ao Encontro!

Um comentário:

  1. Olá Irmão, você exagerou , não mereço tanta deferência, porém só posso me alegrar e te dizer o quanto me deixa feliz. Nesta altura da vida , a gente carrega muitos fatos acontecidos e como você disse , a minha convivência com a sua família foram apenas três anos, há mais de 55 anos , no entanto na minha memoria parece que foram muitos anos juntos e passados poucos anos ; Engraçado ,é que durante esses anos , volta e meia , lembrava de vocês e queria notícias , mas envolvido na rotina com a família e trabalho o tempo foi passando ; muitas vezes achava que isso era desculpa e que se quisesse era só começar ; na verdade , como já te disse em outra oportunidade , te procurei num endereço que nós nos encontramos uma vez e em listas telefônicas ; aí , há dois anos atrás , num jantar de encontro anual de colegas de uma empresa que trabalhei , vi muitas trocas de e-mails ; e eu ? só o meu celular e o que eu iria fazer com os e-mails que recebi ? voltei frustrado porém com disposição de mudar a situação que passei; não contei para ninguém , porém quando comecei a fazer perguntas para uma das minhas filhas que conhece muito bem e mostrar curiosidades , ela e também as outras se interessaram em me ensinar a operar ; daí em diante , até chegar a fazer contato com a sua sobrinha Mima e depois com você , foi um pulinho ; sinto que resgatei o tempo que achei que tinha perdido e depois de participar do encontro com os Pompeianos , a sensação aumentou ainda mais ; um grande abraço Irmão.

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