UMA BREVE REFLEXÃO

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hoje é dia de reclamar.

Primeiro, quero me queixar da imprensa, que insiste em publicar certas coisas que não acho corretas. Por exemplo, chamam as vias marginais, na capital paulista, de “Marginal Pinheiros” e “Marginal Tietê”. Essas vias têm nomes, que a imprensa não usa. As vias que estão às margens dos rios Pinheiros e Tietê, são a “Marginal DO Pinheiros”, e a “Marginal DO Tietê”. Mas é mais fácil falar errado, não? E insistem tanto no erro que acabam pervertendo tudo e o errado acaba sendo o certo… É o tal dePortuguês Brasileiro que inventaram e que agora querem oficializar.
Outra coisa que me irrita profundamente, no comportamento da imprensa, é o modo como falam da corrida de Fórmula 1, quando é realizada no nosso país. Quando a corrida ocorre na França, chama-se “Grande Prêmio DA França”. Na Alemanha, é “Grande Prêmio DA Alemanha”, no Japão, “Grande Prêmio DO Japão”, na Hungria, “Grande Prêmio DA Hungria”, e assim por diante: “Grande Prêmio DE Portugal”, “Grande Prêmio DA Inglaterra”, “Grande Prêmio DO Canadá”, “Grande Prêmio DOS Estados Unidos”… Só no Brasil é que o nome muda, porque a imprensa brasileira sabe mais do que a imprensa do resto do mundo. Então, quando a corrida de Fórmula 1 é realizada no nosso país, os jornalistas a chamam de “Grande Prêmio Brasil”. Ora, “Grande Prêmio Brasil” é um evento anual de hipismo, isto é, uma corrida de cavalos, realizada no Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro. A corrida de Fórmula 1, em Interlagos ou em qualquer outro autódromo brasileiro, é o Grande Prêmio DO Brasil! Não é um absurdo?
Tampouco entendo a maneira de a imprensa referir-se a certas marcas de automóveis, como se fossem do gênero feminino. Então, falam em “uma Ferrari”, “uma Corvette”, “uma Lamborghini”, “uma Maseratti”, etc. Por que isso? Com certeza acham mais bonito dizer “uma Corvette” do que “um Corvette”. Talvez seja só uma questão de preferência, não sei.
Em francês justifica-se porque, para eles, o carro é “la voiture”. Na Itália também, porque carro para eles é “la macchina”. Mas, nesses países, todos os carros entram na mesma categoria. No Brasil, não. Aqui tem AS Ferraris e AS Lamborghinis, e também tem OS Chevrolet, OS Ford, OS Renault, OS Peugeot, OS Fiat, OS Chrysler, OS Honda, OS Kia, etc. Que loucura!
O idioma inglês é muito mais prático nesse aspecto, porque o automóvel entra na categoria do neutro, e não é “he” (ele) nem “she” (ela): é “it”. Aí, não tem erro.
E também há aqueles que acham que um carro pode ser sexy. Garanto que esses, não entendem nada de sexo.
Finalmente, quero reclamar do comportamento de todo mundo, quando alguém morre. Pode ser o pior crápula do mundo, o maior corrupto, o maior vigarista. Quando esse sujeito morre, todo mundo vem com aquele papo de sempre: “Puxa, ele era tão bonzinho…”.
Isso me irrita profundamente. Mas não digo que deveríamos esquecer das boas qualidades da pessoa que morreu e falar só de seus efeitos. Longe disso. O que eu acho é que deveríamos ver as boas qualidades de todos os nossos semelhantes enquanto eles ainda estão vivos, e não só depois que morrem. O ser humano tem a tendência de ver apenas os defeitos de quem vive e de ver só as qualidades de quem morreu. Adianta alguma coisa elogiar a pessoa que já não vive? Claro que não. Seria muito melhor ver o lado bom de todo mundo com quem convivemos, e também seria excelente se pudéssemos aprender a perdoar o nosso semelhante por seus defeitos. Afinal,ninguém é perfeito e todo mundo tem as suas falhas.
Perdoe a minha falha por estar reclamando tanto.

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