A mangueira no quintal está carregada. Os mamoeiros que Mary plantou já começam a produzir e, dentro de alguns dias, teremos frutas suficientes para comer e para dar aos vizinhos e aos amigos.
Na segunda-feira nasceu Lianna, minha terceira neta, filha de meu filho Daniel. Felicidade total.
Aqui já é quase verão e o calor intenso é aliviado pela brisa constante que vem do mar. Com o verão, chega também a temporada de furacões, que vai de 1º. de junho a 30 de novembro. Pode parecer que temos furacões todos os dias durante o verão, mas não é bem assim. O último que passou por aqui foi até bem manso, e nos visitou há quatro anos.
Quando morei em Montreal, no Canadá, na década de 1960, uma das coisas que me deixavam impressionado era a rapidez com a qual a prefeitura limpava a neve, quando caíam aquelas tempestades quase diárias, no inverno. Lá a neve é uma certeza todos os anos e, portanto, a cidade está preparada. Tem o pessoal especializado e o maquinário necessário, e sempre separa uma verba para cobrir os elevados custos da remoção da neve, para que a cidade continue funcionando, mesmo que caia uma tempestade muito forte.
Em Miami, é mais ou menos assim, em relação aos furacões. Há preparo, e há intensas campanhas, todos os anos, avisando os moradores para que façam a sua parte e se preparem para a eventualidade de um furacão passar por aqui.
A tecnologia ajuda muito e, ao contrário do que acontecia em décadas anteriores, há hoje um sistema muito bem montado de previsão, que indica onde o furacão vai passar, vários dias antes de sua chegada. E nós podemos acompanhar tudo pela Internet. Vou dar o link do site do Centro Nacional de Furacões, que atualiza suas informações várias vezes por dia, caso um furacão apareça no oceano Atlântico ou no Pacífico: http://www.nhc.noaa.gov/.
O Centro Nacional de Furacões fica situado aqui em Miami, a uns 8 km de minha casa, e tem o que há de mais moderno em equipamento eletrônico, satélites e aviões, para acompanhar os furacões e também tem computadores poderosíssimos que desenham modelos que indicam onde o furacão poderá passar.
Você pode clicar acima do mapa no site do Centro para acessar informações sobre os oceanos Atlântico (Atlantic) e Pacífico (Eastern Pacific). Se você clicar agora, vai ver o furacão Adrian no litoral oeste do México. Clique no ícone do furacão e você verá todos os detalhes a respeito, inclusive informações sobre o movimento futuro da tempestade, intensidade dos ventos, etc. No caso do Adrian parece que ele vai ficar no mar e não vai afetar diretamente o México.
Outro dia saí com uns amigos e fiz uma pequena viagem a um lugar chamado Isla Morada, no istmo que fica ao sul da península da Flórida, chamado de “Florida Keys” e que liga esta cidade a Key West. É um lugar maravilhoso, de turismo intenso o ano inteiro. Em Isla Morada fomos almoçar num restaurante especializado em frutos do mar e, embora o cardápio ofereça muitas opções deliciosas, também contém pratos que não são do meu agrado. Lá eles servem carne de golfinho, de arraia e de crocodilo, por exemplo, coisas que nunca provei e não quero provar. Prefiro ficar com comidas mais tradicionais, como camarão, tilápia e que tais.
Mas foi uma viagem interessante porque os amigos com quem fui eram todos motoqueiros, e eu viajei com minha picape Chevrolet 1954. Foi um belo passeio e passamos um dia muito agradável.
A picape está em ponto de bala e, com a chegada do verão e as férias de minha mulher, acho que vamos rodar bastante com a camionete nos próximos meses. Vontade de encarar a estrada não falta. E a gasolina, embora seja considerada cara, até que não custa muito: R$ 1.51 o litro. E a qualidade é das melhores, embora haja uma mistura de 10% de etanol na gasolina. Minha picape, com motor de 6 cilindros, 4.100, está fazendo uma média de 11 km por litro, o que não é mau.
Uma palavrinha final: aproveite tudo que a vida lhe oferece a cada momento. Isso não vai durar para sempre.
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