UMA BREVE REFLEXÃO

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não deixe seu melhor amigo para trás.

Um homem e seu cachorrinho caminhavam por uma estrada. O homem desfrutava do lindo cenário quando, de repente, notou que estava morto.

Lembrou-se de ter morrido e de que o cachorro que andava a seu lado também tinha morrido, muito tempo antes. Aonde estariam indo?

Depois de caminharem bastante, chegaram a um lugar onde havia uma longa e alta muralha ao lado da estrada. Parecia feita de fino mármore branco. No topo de uma colina, a muralha se transformava em um lindo arco, que brilhava sob a luz forte do sol.

Quando chegou diante do arco, o homem viu um lindo portão que parecia ter sido construído de madrepérola, e o caminho que levava ao portão era pavimentado de ouro puro. Ele caminhou com o cachorro em direção ao portão e, quando chegou perto, viu um homem idoso, sentado em uma escrivaninha ao lado. Aproximou-se e perguntou:

– Por favor, onde estamos?

-- Aqui é o paraíso, – respondeu o homem.

– Puxa, que legal! Será que posso tomar um copo d’água? – perguntou o homem. O outro respondeu:

– Claro, meu senhor. Entre que vou mandar buscar neste instante. – Ele acenou com o braço e o portão se abriu.

Apontando para o cachorrinho, o homem perguntou:

– Pode dar um pouco para meu amiguinho também?

– Infelizmente não aceitamos animais neste lugar, – disse o idoso.

O homem pensou um pouco e depois virou-se e voltou para a estrada, continuando sua caminhada com o cachorrinho.

Depois de andar durante várias horas, eles chegaram ao topo de outra colina, onde uma estradinha de terra levava a uma porteira que parecia nunca ter sido fechada. Não havia cerca naquele lugar.

Ao aproximar-se da porteira, ele viu outro homem lá dentro, encostado a uma árvore, lendo um livro.

– Com licença, – disse ele ao outro homem. – Posso tomar um pouco d’água?

– Claro, respondeu o outro. – Apontando para o poço, acrescentou: – Fique à vontade.

– E meu amiguinho? – perguntou o homem, apontando para o cachorro.

– Deve haver uma tigela de barro para ele, ao lado do poço.

O homem foi até o poço e tirou um balde d’água. Colocou um pouco na tigela de barro, deu para o cachorrinho e também tomou, até matar a sede. Depois, os dois voltaram para perto do homem encostado à árvore.

– Que lugar é este? – ele perguntou.

– Aqui é o paraíso, – foi a resposta.

– Estou confuso, – disse ele. – Encontrei um velho lá atrás que dizia que aquele lugar também era o paraíso…

– Está falando daquele lugar com a rua pavimentada de ouro e o portão de madrepérola? Não, aquilo é o inferno.

– Não fica irritado por eles usarem o nome do paraíso desse jeito? – perguntou o homem.

– Não, -- respondeu o outro. -- Ficamos contentes porque lá eles recebem todos os que deixam seu melhor amigo para trás…

Nenhum comentário:

Postar um comentário